Weby shortcut
Logomarca

GIF Files

O velho e grande irmão americano

Atualizado em 01/01/13 15:34.

 

 

Os documentos do mais novo release do Wikileaks agora já podem ser divulgados e a Magnifica Mundi foi uma das organizações escolhidas para possuir acesso irrestrito as informações sigilosas de uma das maiores agencias de inteligencia do mundo, a Strator. Entenda como os Estados Unidos da America “vigia” as operações militares brasileiras, a nossa geopolítica e ate as nossas relações com outros países da América latina.

 

 

O Wikileaks parece ter escancarado mais uma vez os detalhes sórdidos das relações diplomáticas norte americanas, deixando mais uma vez os gringos de saias justas. Tudo começou a partir do bombástico release conhecido como CableGate, lançado em novembro de 2010, onde o grupo liderado por Julian Assange divulgou mais de 251,287 documentos restritos contendo mensagens pessoais e detalhes das discussões acerca de diversas negociações internacionais no âmbito da economia e política entre os Estados Unidos e mais de 274 embaixadas de diversos países.

Dessa vez o Wikileaks está de volta com um novo release intitulado como The Global Inteligence Files (GiF). Desde fevereiro deste ano, a organização dedicou-se a publicar mais de cinco milhões de documentos, artigos, estudos e-mails restritos emitidos pela agência Stratfor, uma empresa privada norte americana que fornece serviços de análise e consultoria geopolítica, atuando como uma agência de inteligência em âmbito internacional. Apesar da Stratfor existir desde 1996, os documentos publicados datam de 2004 até o final de 2011. O homem por traz da Stratfor é George Friedman, cientista político, autor de vários livros que envolvem as temáticas do contra-terrorismo, segurança corporativa e espionagem sob o contexto social americano.

Em dezembro de 2011, o grupo ativista Anonymous deu uma boa razão para que Friedman publicasse ainda mais livros acerca dos problemas de falhas de segurança e espionagem de sistemas online. O grupo invadiu os servidores da Stratfor e roubou mais de 200 Gigabites de informações confidenciais e uma extensa lista contendo o e-mail pessoal dos clientes e de pessoas diretamente ligadas a agencia. No mesmo ataque, os Anonymous conseguiram ainda copiar os dados de dois cartões de credito e com eles, fizeram generosas doações para instituições internacionais de caridade como a Red Cross, Save the Children e CARE, gerando um prejuízo de mais de um milhão de dólares para a Stratfor. Segundo o grupo ativista responsável pelos ataques, a agencia de inteligencia especialista e supostamente mais segura “não tem noção dos riscos quando o assunto e banco de dados”. Suspeita-se o release GiF divulgado pelo Wikileaks tenha alguma ligação com esse roubo de informações.

 

Stratfor vs Jornalismo

 

A Stratfor também fornece o acesso a várias publicações e notícias que de acordo com as palavras de Friedman, superam qualquer outra empresa jornalística de comunicação ao investigar e publicar informações acerca de determinados fatos. Segundo o ele, a empresa é capaz não apenas de informar os leitores sobre aquilo que já aconteceu em âmbito nacional ou internacional como fazem os jornais, mas também de criar uma previsão real do que virá, já que segundo a própria corporação, as informações publicadas não se baseiam em métodos obsoletos de obtenção de informações através das fontes jornalísticas. “Esse é o real papel das agências de inteligência. Não nos preocupamos com as decisões que foram feitas, mas sim com as decisões que se deve fazer. Nós contamos histórias de como as nações decidiram tomar determinadas decisões. Os outros aspectos da notícia nós deixamos para outras pessoas”, explica Friedman.

 

Brasil vigiado

 

Segundo a Stratfor, as informações que são obtidas e utilizadas pela agência advêm de um sistema de “monitoramento em open-source” e da contribuição de uma ampla “rede global de recursos humanos”, rede da qual o Brasil também faz parte. Segundo os documentos divulgados pelo Wikileaks, “parceiros” como Paulo Gregoire, Robert Reinfrank, Karen Hooper, Jaime Riveira, Fabio Cajueiro e Allison Fedirka são alguns dos nomes envolvidos em mais de 182923 e-mails contendo pesquisas, investigações e análises acerca da atual geopolítica brasileira além do crescimento econômico do país em diferentes governos. Nos documentos cuja posse ate então se restringia aos americanos, os analistas políticos demostram claramente a preocupação dos Estados Unidos em compreender o crescimento econômico brasileiro nos atuais momentos de crise econômica mundial, além de procurar analisar o futuro da América Latina e do Mercosul. A influência da economia chinesa no país também é uma grande preocupação. Os documentos descrevem ainda pormenores acerca do processo eleitoral de Dilma Roussef além de comentar características culturais dos brasileiros que possivelmente afetam as decisões politicas do pais. Os americanos também possuem acesso a informações acerca de operações militares na amazônia e nas fronteiras ao norte do pais.

O acesso aos documentos do Wikileaks sobre o GiF ate então estavam restritos. A Magnifica Mundi foi uma das instituições beneficiadas para ter acesso aos documentos originalmente publicados em inglês e que seguem nos links abaixo. Ate que o real proposito de todas as informações que foram divulgadas sejam oficialmente esclarecidas pela Stratfor ou pelo governo norte americano, a incerteza da autonomia brasileira permanece. Talvez não exista nenhuma novidade em afirmar que os Estados Unidos nos vigia constantemente, mas dessa vez parece que a coisa fedeu.

 

Fonte : Wikileaks.org & Magnifica Mundi

Arquivos relacionados Tamanho Assinatura digital do arquivo
Wikileaks 3355 Kb 965a61a4f30cdbe1bb6b552daf7ee029
Listar Todas Voltar